domingo, 8 de janeiro de 2012

Mensagem de Amor de Rosa Mistica : Oraçao, Sacrificio e Penitencia

                    
                                     Terceira aparição na igreja de Montichiari
                                                7  de  dezembro de  1947



Era a vigília da grande aparição publica prometida para o dia 8 de dezembro. Como era domingo, muitos familiares de Pierina  vieram ate o hospital visita-la. Enquanto conversava com eles, ouviu uma voz interior que lhe dizia para ir ate a Igreja, ao meio - dia, porque Nossa Senhora estaria la. Despediu-se dos parentes e avisou a Superiora, Irma Luzia Romanim, que a acompanhou, na hora marcada. A Igreja estava sendo fechada e, quando os sacristaos saíram, la permaneceram Pierina a Superiora e o Pe. confessor. Os três rezaram o MISERERE de braços abertos e iniciaram a recitação do Rosário.
Pierina escreve em seu Diário :
Em um certo momento, fui envolvida por um clarão. Entendi que era aquele clarão vindo de Nossa Senhora e sai do banco para ajoelhar-me perto das pedras de mármore tocadas por Ela anteriormente. Tinha certeza de que Nossa Senhora já estava la. Realmente, Ela estava esperando, porem não estava só.
Seu manto cândido estava aberto, sustentado pelo lado direito por um belíssimo menino, também vestido de branco, com uma fita branca cingindo-lhe a testa. O lado esquerdo era levantado por uma menina lindíssima, também vestida de branco e com a fita cingindo-lhe a testa e a cabeça. Possuía espessos cabelos que lhe caim sobre os ombros, dando maior realce a sua angelica beleza. Ambos tinham vestes compridas. Pensei que aquelas crianças fossem dois anjinhos, por serem tao belas. Nossa Senhora estava muito sorridente. Ela tomou a palavra e, dirigindo-se a nos, disse :
   << Sou portadora de graças e bençãos para vos em retribuição pelo trabalho e pelos sacrifícios que terão que fazer pela minha causa. >> Dirigindo-se a mim, disse : << Mas de tua parte há necessidade de muita oração e generosidade nos sacrifícios.>> Eu disse : assim o farei.
O olhar de Nossa Senhora era tao penetrante que Ela conhecia todos os meus sentimentos, sem que eu falasse. Nossa Senhora disse novamente :
<< Esta aparição deve ser guardada em segredo o dia todo. Faça o sacrifício de não contar a ninguém.>> Eu confirmei, dizendo : Sim, assim o farei. Nada direi a ninguém.>> Nossa Senhora, mais solene, como uma mãe que quer presentear seus filhos com uma grande surpresa, disse : << Amanha, voltarei ao meio- dia e te mostrarei uma pequena parte do Paraíso. Porem, desejo que tu faças o sacrifício de ficar de olhos fechados, para unir-se as almas que vivem somente de Fé.>> Eu respondi: Sim, ofereço-lhe também esse sacrifício, mas peço que me ajude,pois sou uma miserável. Muitas vezes prometo, mas não cumpro.
Nossa Senhora, parecendo satisfeita com minha renuncia, disse : << Eu te darei um aviso.>> Respondi : com muito prazer. Nesse momento, Nossa Senhora emanou mais luz e tinha expressão de grande bondade e amor. Com sua celeste manifestaçao de bondade, disse : << Amanha, mostrarei meu Imaculado Coração, que e tao pouco conhecido pelos homens. Em Fátima, pedi a difusão da devoção da consagração ao meu Imaculado Coração. Em Bonate, procurei faze-lo penetrar na família crista. Aqui em Montichiari, desejo que a devoção ao meu Coração Imaculado, Seja aprofundada nas instituições Religiosas, afim de que as pessoas consagradas recebam copiosas graças do meu Maternal Coração. Com esta aparição, dedicada a santificaçao dos Religiosos, feche o ciclo das aparições.>>  Nesse instante, Nossa Senhora ficou silenciosa. Então eu disse : " Por favor, minha querida Senhora, faça um milagre amanha, pois muitos querem uma prova da realidade de sua presença." Ela sorriu diante de meu pedido e respondeu :  << Amanha direi o que deves fazer em relação as quatro pedras de mármore. Diga aos reverendos Sacerdotes desta paroquia que a caixa de esmola não fica bem sobre as quatro pedras de mármore. Coloque-se pelo menos uma tabua pequena, de forma que elas não sejam pisadas.>> E, então, perguntei : Em relação ao segredo a mim confiado, gostaria de saber se posso revela-lo ao meu confessor. Nossa Senhora responde-me : << Por enquanto, escreve-o e lacra-o de forma que fique em segurança. Antes de tua morte, eu virei avisar o momento de revela-lo.>> Nesse momento, Nossa Senhora falou-me com voz sussurrante  sobre assuntos relacionados ao meu Confessor, o que esperava de um Reverendo Religioso e outros assuntos relacionados com o meu futuro.
   Sentindo que Ela aceitaria minhas confidências, disse-lhe : Minha cara Nossa Senhora : doentes, familiares de soldados presos na Rússia e que desejam saber se ainda continuam vivos.
   Muito triste, respondeu-me : << E necessária muita oração pela conversão da Rússia.>>  Perguntei-lhe ainda : Por que a Rússia não permite que retornem pelo menos vivos? Ainda mais triste, respondeu-me : << Porque na Rússia não existe mais humanidade. Os sacrifícios, os sofrimentos ate o martírio vividos por esses soldados trazem para a Itália tranquilidade e paz.>> Eu lhe disse : recomendo a Senhora, de modo especial, alguns Sacerdotes. Estão arrependidos dos pecados cometidos. Dizem que vão ama-la e farão que seja amada por todos!
    Nossa Senhora sorriu com benevolencia, sem responder. Eu continuei : Abençoa os Superiores do Instituto da Servas da Caridade. Alcança essa graça, mãe querida? Ela continuava sorrindo e mostrava complacencia pelas perguntas que eu fazia, embora não respondesse. Eu estava certa de que ouvia meus desejos. Estando curiosa a respeito daquelas crianças ali presentes, perguntei : Quem são essas crianças perto da Senhora? Ela respondeu-me com doçura : << Jacinta e Francisco, os dois pequenos confidentes de Fátima.>> Fiquei admirada e exclamei : Esta certo. Porque Jacinta e Francisco? Ela respondeu, com expressão tranquilizadora : << Eles serão teus companheiros em tua tribulação. Eles também sofreram, mesmo sendo menores que tu.>> Então eu perguntei a eles : Queridas crianças, vocês vão me auxiliar?
     Tanto Nossa Senhora como as crianças sorriram, como se tivessem aceitado a minha suplica. Nossa Senhora respondeu : << Sim. >>Depois, fiz outra pergunta : Podemos aguarda-los amanha, ao meio dia? Haverá cura de algum doente? Nossa Senhora sorriu, mas não respondeu. Seu silencio não me desanimava. Pelo contrario, parecia um convite para pedir-Lhe mais...Então, pedi-Lhe uma benção, dizendo : MÃE (porque chamava assim, não sei explicar, mas Ela demonstrou ter ficado contente), da sua benção sobre nos três que estamos aqui presentes, para que possamos tornar-nos santos e santificar outras almas.
      Nossa Senhora, que ate aquele momento mantinha as mãos juntas, abriu-as e estendeu-as sobre nos, em sinal de benção. Dirigindo o olhar para o Céu, exclamou : << O Senhor seja bendito. >>
      Depois, lentamente, com as crianças, elevou-Se e desapareceu na nuvem luminosa. (...) Em seguida, o Confessor perguntou-me se Nossa Senhora faria algum milagre. Eu disse que Ela não havia respondido essa pergunta. Com muita seriedade, perguntou-me : Como faremos amanha, com esta multidão a espera de um milagre de Nossa Senhora?
       Pobre Sacerdote. Sentia pena dele. Eu não podia garantir, porque Nossa Senhora não havia falado nada. A luta continuou ate o fim da tarde. Sacerdotes, médicos, autoridades continuavam bombardeando-me com perguntas ; algumas eram referentes as suas ansiedades, outras eram manifestaçoes de contrariedade. Eu não tinha um minuto de Paz para gozar sozinha a doce e celeste lembrança de Maria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário